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“Bomba no Padre Zé: Gaeco aperta o Cerco e Ex-secretários de João Azevêdo Podem Virar Alvos de Prisões em Escândalo de R$ 30 Milhões”

Denúncia do Ministério Público joga luz sobre suposto esquema milionário no programa “Prato Cheio” e atinge em cheio nomes ligados ao grupo político de continuidade de Lucas Ribeiro e João Azevêdo.

O escândalo do Hospital Padre Zé começa a ganhar contornos ainda mais explosivos e ameaça atingir o coração político do grupo governista da Paraíba. Novas investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba, através do Gaeco, colocam no centro da crise os ex-secretários estaduais Pollyanna Werton e Tibério Limeira, dois nomes considerados da mais absoluta confiança do ex-governador João Azevêdo e que seguem orbitando o projeto político de continuidade liderado pelo governador Lucas Ribeiro.

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A nova denúncia apresentada no âmbito da Operação Indignus aponta suspeitas gravíssimas de desvios milionários envolvendo o programa “Prato Cheio”, criado para distribuição de refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade social em municípios paraibanos. Segundo o Ministério Público, o esquema teria movimentado cifras assustadoras e causado um rombo que pode ultrapassar R$ 30 milhões entre supostos desvios e danos coletivos.

O caso causa enorme desgaste político porque Pollyanna Werton, mesmo sob o peso das investigações, foi acolhida no PP com apoio explícito do grupo governista. A pergunta que começa a ecoar nos bastidores políticos da Paraíba é inevitável: existe proteção política para aliados investigados?

De acordo com o MP, o suposto esquema teria operado entre 2021 e 2023 beneficiando empresas ligadas a um mesmo núcleo familiar. O relatório revela que contratos milionários eram pagos integralmente mesmo com entrega muito inferior das refeições previstas no programa social.

Em João Pessoa, por exemplo, a previsão oficial era de 4 mil refeições diárias. Entretanto, depoimentos colhidos pelos investigadores indicariam que apenas cerca de 1.570 refeições eram efetivamente distribuídas. Mesmo assim, os pagamentos seguiam normalmente, levantando suspeitas de falta de fiscalização e possível conivência administrativa.

O Ministério Público também aponta supostos pagamentos de propina e “devoluções” financeiras envolvendo agentes públicos e integrantes ligados ao Hospital Padre Zé. Os investigadores mencionam anotações apreendidas e mensagens extraídas de aplicativos que indicariam supostos repasses de R$ 50 mil para Tibério Limeira e R$ 70 mil para Pollyanna Werton.

As acusações incluem crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, além de falsidade ideológica. Caso as denúncias avancem no Tribunal de Justiça da Paraíba, o escândalo poderá provocar um terremoto político no grupo governista justamente em ano pré-eleitoral.

Agora cresce a pressão para que o governador Lucas Ribeiro se pronuncie publicamente sobre o caso. O silêncio do Palácio da Redenção diante de denúncias tão pesadas começa a incomodar até aliados históricos do governo.

Enquanto isso, o Gaeco segue aprofundando as investigações e novos desdobramentos não estão descartados. Nos bastidores da política paraibana, já há quem tema que a Operação Indignus ainda esteja longe de revelar tudo o que sabe.

Fonte: Leia58.blog

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