A Paraíba registrou aumento nos casos de perseguição (stalking) e violência psicológica contra mulheres em 2025, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os números reforçam um alerta de especialistas: antes do feminicídio, é comum que a vítima enfrente uma sequência de abusos que vai se intensificando ao longo do tempo.
De acordo com o levantamento, os registros de perseguição no estado passaram de 1.534 casos em 2024 para 2.147 em 2025. A taxa por 100 mil mulheres também aumentou, saindo de 71,7 para 99,9.
Já os casos de violência psicológica cresceram de 504 para 715 registros no mesmo período. Com isso, a taxa estadual passou de 23,6 para 33,3 ocorrências por 100 mil mulheres, um aumento superior a 40%.
Os dados mostram que situações como ameaças, perseguição, controle da rotina e outras formas de violência emocional continuam em alta e, muitas vezes, antecedem crimes mais graves.
CENÁRIO NACIONAL
Em todo o Brasil, o Anuário registrou 1.571 feminicídios em 2025, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. A maior parte desses crimes aconteceu dentro da casa da vítima e foi cometida por companheiros ou ex-companheiros.
O levantamento também aponta que a perseguição foi o crime que mais cresceu entre aqueles relacionados à violência de gênero. Em apenas um ano, houve alta de 30,1%, totalizando 123.871 registros no país.
Além disso, os casos de violência psicológica aumentaram 16,9%, enquanto o descumprimento de medidas protetivas cresceu 16,7%. O estudo ainda mostra que, para cada feminicídio consumado, há quase três tentativas registradas.
SINAIS QUE NÃO DEVEM SER IGNORADOS
Especialistas destacam que o feminicídio raramente acontece de forma repentina. Na maioria das vezes, ele é o desfecho de um ciclo de violência marcado por ameaças, perseguição, controle excessivo, humilhações e agressões psicológicas.
Por isso, o monitoramento das denúncias e a adoção de medidas de proteção desde os primeiros sinais de abuso são considerados fundamentais para interromper a escalada da violência e evitar que novos casos terminem em morte.
Fonte: Polêmica Paraíba

