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Em Pombal: Exoneração de Quézia Dantas foi motivada por ‘briga’ com primeira-dama, Nara Paixão; SAIBA OS MOTIVOS

Na semana de encerramento da Festa do Rosário – quando a movimentação dos pombalenses se aquece pelos eventos religiosos, sociais e culturais – um fato político e familiar, no entanto, teve enorme destaque perante a sociedade local.

O Jornal Primeira Hora, da rádio Liberdade FM – comandado pelo titular do Blog e por J. Milton –  “explodiu a bomba” na quarta-feira, dia 1º, sobre o clima de conflito interno, a “briga de saias” e a iminente demissão de uma Secretária, no governo municipal.

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O furo jornalístico, no entanto, não revelou – por cautela – as envolvidas no episódio que antecipava a crise no grupo liderado pelo prefeito Galego.

Tratava-se da sua esposa, Nara Paixão, e da cunhada, Quézia Dantas (ambas na foto da capa). Dois dias depois do caso vir a público, Galego assinou a portaria de exoneração, A PEDIDO, da advogada, que ocupava o cargo de Procurador Jurídica da prefeitura.

O ato só foi publicado numa edição extraordinária do diário oficial na segunda-feira, dia 7, passando despercebido pela maioria da população e dos jornalistas locais, que se ativeram à publicação ordinária onde não estava a portaria.

Quézia havia encaminhado pedido de saída do governo no dia 28 de setembro alegando “questões de ordem estritamente pessoal”, conforme documento ao qual o Blog do Naldo Silva teve acesso com uma pessoa ligada à gestão.

Dias antes, ela havia bombado suas redes sociais onde expôs uma relação conflituosa com “alguém” da gestão, não ficando claro de quem se tratava.

Numa postagem, ela reproduziu críticas que foram feitas à sua pessoa em um grupo de whatsapp “institucional” – também não dizia qual.

“Alguns secretários se acham prefeitos”, “que absurdo”, “tem gente que tem o desejo gritante de aparecer”, diziam as mensagens (veja abaixo).

Somente após a exoneração ser publicizada foi que novas revelações foram feitas.

As referidas mensagens acima foram escritas por Nara no grupo privado da sua Secretaria e repassadas por outras pessoas para Quézia.

Em contato com o Blog do Naldo Silva na quarta, dia 8,a própria Nara confirmou ter sido ela a autora. “Não nego pra ninguém”, disse a primeira-dama.

Nara afirmou ainda que “era ela [Quézia] que não estava se entendendo comigo”. “Éramos muito amigas. Sempre tive um carinho grande por ela”, acrescentou.

Ela confirmou a informação revelada no Jornal Primeira Hora de que o clima começou a “azedar” entre as duas a partir de um evento promovido pela gestão para – PASMEM – homenagear as mulheres, pelo seu dia, no mês de março.

Naquela ocasião, um evento em praça pública foi realizado, e a veiculação no telão de um vídeo produzido com algumas mulheres da gestão foi a causadora do início do embate.

No vídeo, Quézia teria um maior destaque, mas “alguém” teria vetado sua exibição. Nara disse que não foi ela. “Eu não tive absolutamente nada a ver”.

Magoada com a atitude, Quézia desceu do palco e foi embora. Para tentar amenizar o clima, o material acabou sendo exibido, mas “já era tarde demais”.

“Infelizmente tudo partiu daquele ‘bendito’ dia”, admitiu Nara na conversa que teve com o Blog.

Nos meses seguintes, nada mudou.

O titular do Blog também conversou com Quézia na quarta, dia 8.

Através de mensagens, a advogada encaminhou uma nota com sua versão sobre os atritos que resultaram no seu pedido de afastamento da gestão.

Eis a íntegra:

“Tomei a decisão após meses de pressão e de perseguição por parte dela; que dentre as perseguições que começaram desde março estão: proibição de divulgar vídeos em que eu estivesse, como aconteceu no dia de anunciar as atrações do aniversário da cidade, que só divulgaram o vídeo de homenagem às mulheres, depois de muita pressão; exclusão de todos os eventos do município, inclusive aniversário da cidade; proibição de receber diárias quando viajava a trabalho, quando todos os demais servidores recebiam; proibição de ter um carro à disposição da PGM, já que todos os demais secretários possuem; determinação à assessoria de imprensa para sua exclusão de grupos de WhatsApp da gestão, bem como para não publicizar fotos suas nas páginas oficiais da prefeitura, mesmo quando fizesse registros junto ao prefeito celebrando méritos do município junto à procuradoria; diversas críticas à minha pessoa e ao meu trabalho junto à PGM, feitas em grupos de WhatsApp da secretaria de assistência social e que tive acesso. Por fim, proibição de exercer meu ofício, como representar o município em audiências junto ao Ministério Público estadual e também proibição de ter acesso à procuradoria do município desde o dia 28 de setembro, já que foi determinado aos guardas a proibição de entrega das chaves a mim, desde esse domingo.
Mas saio com a sensação de dever cumprido, lutei para elegê-lo [Galego], para deixá-lo no cargo e defendi a gestão a todo custo, mas ao chegarem ao poder, passei a ser cruelmente atacada, ridicularizada e perseguida, como se adversária fosse. E quanto à proibição de participar de audiências, tenho provas de tal proibição, já que tive que me justificar junto ao promotor de justiça e falar do problema interno ocorrido com a Nara, assim como tenho conversas gravadas com os guardas e também mensagens trocadas em WhatsApp que confirmam a determinação dada por ela para que eu não tivesse acesso à procuradoria do Município. Que em toda minha vida jamais vivenciei esse tipo de coisa, que isso é abuso de autoridade e soberba, e que depois de tudo isso, não vi outra saída a não ser pedir exoneração. Que, infelizmente, hoje em dia, quando lhe causam mal e você reage, ou você tá precisando de tratamento médico para saúde mental ou você é complicada demais. Não sou de sofrer humilhações calada. Sei me defender muito bem. Então, saio com o sentimento de que cumpri minha missão, tanto para elegê-lo quanto para que permanecesse no cargo quando do pedido de sua cassação. Fica minha gratidão ao povo de Pombal pela confiança. Já que, desde 2017 o cargo de procurador-geral não teve outro ocupante. Mesmo com minha saída em 2021. Desejo sucesso ao novo procurador, que o mesmo não precise enfrentar os problemas que enfrentei e tenha liberdade para exercer seu trabalho legalmente. E que o interesse público se sobreponha ao interesse pessoal sempre, e não ao contrário como vem acontecendo atualmente, onde meros caprichos, estão acima de tudo e todos. Que lamenta profundamente tudo isso, e que logo logo essa vontade de mostrar ao povo esse poderio exacerbado passará, restando apenas as consequências e a ressaca à família”.

Blog do Naldo Silva

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