Um grupo formado por quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher, foi preso, nesta segunda-feira (2), suspeito de aplicar o golpe do falso bilhete premiado, em João Pessoa.
Na dinâmica da modalidade de crime, os suspeitos tentam convencer uma pessoa abordada por eles, principalmente idosos, a depositar quantias altas para ficar com parte de um bilhete milionário.
Abaixo, o delegado Ademir Filho detalhou as estratégias utilizadas pelos criminosos para convencer as vítimas:
“Uma pessoa chega fazendo uma pergunta, uma pergunta totalmente aleatória: onde é um banco ou onde é alguma igreja? E aí entra numa conversa e acaba dizendo que tem um bilhete da Quina ou da Mega-Sena e estava querendo saber o resultado”.
Na mesma hora que eles estão falando sobre isso, chega uma terceira pessoa, supostamente desconhecida das duas, entra na conversa, pega o bilhete, verifica no celular e diz que a pessoa que estava com o bilhete, ganhou R$1 milhão, R$10 milhões, R$5 milhões de reais, entre outros valores.
A suposta pessoa que ganhou, diz que, por razões religiosas, não pode aceitar esse dinheiro todo. Queria passar o dinheiro para os dois que ali estão e que vai ficar só com uma parte do “prêmio”.
O terceiro que chegou depois, induz a vítima, dizendo que é uma oportunidade e uma vantagem dá uma parte a ela (suposta ganhadora) para dividir o restante do prêmio do bilhete.
Nisso eles levam a senhora. Nessa “oportunidade” que ocorreu nesta segunda-feira o rapaz (terceira pessoa que apareceu) entrou em um banco, voltou e apresentou um comprovante falso que tinha depositado na conta da suposta dona do bilhete, R$ 600 mil, e combinou com a senhora para ela fazer um depósito de R$ 400 mil para ficar R$ 1 milhão, e o resto do dinheiro, que eram R$ 7 milhões, seria dividido para eles dois, explicou
O grupo foi detido quando já havia iludido uma senhora abordada na Orla da Capital e seguia com ela até uma agência bancária. Como a Polícia já vinha investigando outros três casos ocorridos nas últimas semanas conseguiu evitar que ela fosse mais uma vítima. Nesses casos onde o golpe foi concretizado, as vítimas perderam cerca de R$ 150 mil cada uma delas.
O delegado Ademir Filho acredita que os suspeitos ficam alternando de cidades para evitar serem denunciados e pegos.
“Eles são um subgrupo de um grupo bem maior. Eu posso dizer que tenho quase certeza que o mesmo grupo que prendemos no ano passado faz parte desse grupo que a gente prendeu agora. Eles se misturam. É tanto que uma das presas no ano passado foi presa em Goiás na semana passada aplicando o mesmo golpe”, destacou.

