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Mersinho diz que, diferente de Veneziano, Republicanos apoiou Cícero em 2024 e defende Leo livre

O deputado federal Mersinho Lucena (PSD) subiu o tom nesta quarta-feira (12) contra a tentativa do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) de evitar que o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra, apoie Nabor Wanderley (Republicanos) para uma das vagas ao Senado. Mersinho defendeu que Leo tenha liberdade para definir o segundo voto.

Filho do ex-prefeito e candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), Mersinho comparou as alianças atuais com as da eleição municipal de 2024. Em entrevista ao programa Paraíba Boa, ele lembrou que o Republicanos apoiou a reeleição de Cícero em João Pessoa, enquanto o MDB de Veneziano esteve no palanque de Ruy Carneiro (Podemos).

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Naquele pleito, Cícero e Mersinho ainda estavam no PP.

Mersinho citou ainda a entrada de Cícero no MDB para disputar o Governo da Paraíba e afirmou que a decisão deu viabilidade eleitoral a Veneziano na disputa pela reeleição ao Senado. O deputado também mencionou Efraim Filho (PL) para argumentar que alianças de eleições anteriores foram modificadas para 2026.

“Como é que você pode exigir, por exemplo, que eu, Mersinho, chame Leo Bezerra às falas e diga que ele não pode votar em Nabor, se o Republicanos apoiou a reeleição de Cícero e o MDB de Veneziano não apoiou naquele momento? Há dois anos, o MDB de Veneziano estava com quem na eleição para a Prefeitura de João Pessoa? Apoiou quem? Ruy Carneiro”, afirmou.

ELE CONTINUOU:

“E como é que agora, quando Veneziano é candidato à reeleição, a gente consegue ir para o MDB e dar a ele um palanque viável? Na eleição passada, ele foi candidato a governador junto com o PT de Ricardo Coutinho. Se fosse depender de Efraim, ele já havia mudado sua rota para o PL. Efraim e Veneziano eram aliados naquela época e, na eleição de Pedro Cunha Lima, no segundo turno, todos estavam no mesmo palanque”, disse.

“Então, como é que eu vou exigir de Leo ou cobrar dele uma posição em relação ao segundo voto? Ele tem independência e autonomia para fazer suas escolhas”, concluiu.

Fonte: Maurílio Júnior

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