Um homem identificado como Francisco Miguel Neto, de 41 anos, foi preso no último sábado (26), em Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba, após dois mandados de prisão relacionados a condenações por estupro de vulnerável e roubo. Depois da prisão, ele afirmou à Polícia Militar que teria cometido cerca de 60 homicídios.
A declaração ocorre pouco tempo após outro caso que chamou atenção inclusive internacionalmente: o de Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, preso em Mulungu e investigado por uma série de homicídios. Durante interrogatório, Jorlan afirmou ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida. A Polícia Civil, porém, ainda trabalha para confrontar a declaração com provas e registros de crimes.
No caso de Francisco Miguel Neto, a Polícia Militar informou que, após a prisão, o homem foi levado para a delegacia de Catolé do Rocha, onde fez as declarações sobre os supostos assassinatos.
Segundo a corporação, entre os crimes que ele afirmou ter cometido estaria uma sequência de mortes registrada entre fevereiro e abril de 2025, em Ibotirama, na Bahia.
De acordo com a Polícia Militar, investigações conduzidas anteriormente pela Polícia Civil da Bahia localizaram os corpos de três pessoas que teriam sido mortas com uma possível participação de Francisco Miguel Neto. Uma criança também foi encontrada viva, apresentando sinais de desidratação e desorientação. Uma mulher relacionada ao caso continua desaparecida.
Ainda conforme a PM, Francisco teria sido apontado como uma das pessoas envolvidas nesse episódio em Ibotirama, juntamente com outros dois homens. Depois dos acontecimentos, ele teria deixado a cidade.
A Polícia Civil da Paraíba informou que os possíveis homicídios mencionados pelo preso são de competência das autoridades da Bahia. No território paraibano, a prisão ocorreu em razão dos mandados existentes contra ele por outros crimes.
Apesar da declaração sobre os 60 homicídios, o número não significa, neste momento, que os crimes estejam comprovadamente atribuídos ao homem. As informações deverão ser confrontadas pelas autoridades responsáveis pelas investigações, especialmente na Bahia.
Francisco Miguel Neto permanecerá inicialmente preso na Paraíba e, até o momento, não há previsão informada para uma eventual transferência para a Bahia.
Fonte:PB Agora

