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Paraíba é o 5º estado do Brasil que mais investe proporcionalmente em pesquisa e desenvolvimento, aponta ranking

A Paraíba conquistou a quinta posição nacional em investimentos públicos proporcionais em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O levantamento, divulgado nesta semana, mostra que o estado destinou o equivalente a 0,17% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área, alcançando também a terceira colocação entre os estados do Nordeste.

O resultado coloca a Paraíba à frente de unidades federativas com economias maiores, como Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, quando considerada a proporção dos investimentos públicos em pesquisa em relação ao tamanho da economia estadual. O indicador integra o pilar de Inovação do ranking e utiliza dados de 2024 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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PARAÍBA SE DESTACA EM INVESTIMENTOS PROPORCIONAIS

Na classificação nacional, São Paulo ocupa a primeira posição, com investimentos equivalentes a 0,42% do PIB estadual. O Paraná aparece em segundo lugar, seguido por Ceará, Bahia e Paraíba.

PosiçãoEstadoInvestimento em relação ao PIB
1ºSão Paulo0,42%
2ºParaná0,34%
3ºCeará0,20%
4ºBahia0,18%
5ºParaíba0,17%

O Rio de Janeiro também registra 0,17% quando considerado o percentual arredondado, mas aparece na sexta posição. Isso ocorre porque o CLP utiliza os valores completos, sem arredondamento, para definir a classificação.

É importante destacar que o ranking considera o investimento proporcional ao PIB, e não o volume absoluto de recursos. Portanto, a quinta posição não significa que a Paraíba tenha o quinto maior orçamento de pesquisa do país, mas que apresenta uma das maiores participações relativas desses investimentos em sua economia.

INVESTIMENTOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA PARAÍBA

Na região Nordeste, a Paraíba aparece atrás apenas do Ceará, que registra 0,20%, e da Bahia, com 0,18%.

O estado supera Maranhão (0,10%), Pernambuco (0,07%), Rio Grande do Norte (0,07%), Alagoas (0,03%), Sergipe (0,03%) e Piauí (0,02%). O desempenho evidencia a posição paraibana no financiamento proporcional de atividades científicas, tecnológicas e de desenvolvimento, áreas consideradas estratégicas para a formação de pesquisadores, criação de novas tecnologias e fortalecimento da economia.

GOVERNO APONTA MAIS DE R$ 700 MILHÕES INVESTIDOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

De acordo com informações divulgadas pelo Governo da Paraíba, mais de R$ 700 milhões foram investidos em Ciência, Tecnologia e Inovação entre 2019 e 2025.

Os recursos, aplicados por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior e da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), contemplaram bolsas de pesquisa, projetos científicos, desenvolvimento tecnológico, apoio a startups e infraestrutura.

Entre as iniciativas citadas pelo governo está o programa Paraíba Sem Fronteiras, que movimentou R$ 41,3 milhões e proporcionou experiências acadêmicas internacionais a 214 estudantes e pesquisadores.

Outro projeto é o Parque Tecnológico Horizontes de Inovação, inaugurado em dezembro de 2025, no Centro de João Pessoa, com espaços destinados à incubação de empresas, laboratórios e aproximação entre universidades e setor produtivo.

Segundo o governo estadual, 36 startups já participaram de programas de incubação presenciais e virtuais vinculados à iniciativa.

INTERIORIZAÇÃO DA PESQUISA E PRODUÇÃO DE PATENTES

A interiorização das atividades científicas aparece entre as estratégias anunciadas pelo governo para ampliar a presença da pesquisa fora da Região Metropolitana de João Pessoa e de Campina Grande.

Um dos principais projetos é o Complexo Científico do Sertão, que reúne iniciativas em diferentes municípios paraibanos.

Em Aguiar, está localizado o projeto do radiotelescópio Bingo, voltado à pesquisa astronômica. Carrapateira integra a proposta com a Cidade da Astronomia, enquanto Sousa participa com o Vale dos Dinossauros.

Em Cajazeiras, está prevista a estruturação do Museu Científico de Arqueologia. Segundo dados divulgados pela administração estadual, o complexo recebeu mais de R$ 75,8 milhões desde seu anúncio, em 2024.

Os investimentos buscam ampliar a infraestrutura científica, estimular o turismo ligado ao conhecimento e criar oportunidades para pesquisadores e estudantes do interior.

UNIVERSIDADES PARAIBANAS SE DESTACAM NA PRODUÇÃO DE PATENTES

Além do financiamento público, a produção científica das universidades também contribui para a presença da Paraíba nos indicadores nacionais de inovação.

No ranking de depositantes residentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), referente a 2023, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) alcançou a segunda posição nacional, com 101 pedidos de patentes.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) registrou 24 pedidos, enquanto a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) contabilizou 17. Juntas, as três instituições somaram 142 pedidos naquele ano.

O desempenho demonstra a participação das universidades públicas na produção de conhecimento e no desenvolvimento de tecnologias. O número de pedidos, entretanto, não corresponde necessariamente ao total de patentes concedidas ou de inovações já comercializadas.

DESAFIOS E PERSPECTIVAS FUTURAS

Apesar da posição de destaque, o levantamento também abre espaço para discutir os resultados concretos dos recursos destinados à ciência e à tecnologia.

Entre os desafios estão ampliar a distribuição dos investimentos pelo interior, fortalecer laboratórios universitários, incentivar a permanência de pesquisadores e transformar descobertas científicas em soluções para a população e para o setor produtivo.

A classificação do CLP mede o esforço proporcional de financiamento público, mas não permite concluir, isoladamente, que os recursos estejam distribuídos de forma equilibrada entre os municípios ou que todos os projetos financiados tenham alcançado os resultados esperados.

O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado desde 2011 e reúne 100 indicadores distribuídos em dez pilares, com elaboração técnica da Tendências Consultoria. Na edição de 2026, a Paraíba figura entre os cinco primeiros colocados do país no indicador de investimento público proporcional em pesquisa e desenvolvimento, consolidando sua presença entre os estados com maior participação relativa de recursos destinados à área.

Fonte: Polêmica Paraíba

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