A Paraíba segue entre os estados brasileiros com número elevado de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas já apresenta sinais de estabilização e queda, de acordo com o mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O levantamento mostra que os casos graves de doenças respiratórias voltaram a crescer no país entre jovens, adultos e idosos, impulsionados principalmente pela circulação dos vírus influenza A e influenza B. Apesar do cenário nacional de aumento das internações, a situação paraibana é considerada mais estável em relação aos estados que ainda registram avanço acelerado dos casos.
Segundo a Fiocruz, os registros de SRAG associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) — principal causador da bronquiolite em crianças pequenas — permanecem em patamares elevados na Paraíba, mas já demonstram tendência de estabilização ou redução.
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para idosos, crianças e pessoas com comorbidades, grupos mais vulneráveis às complicações da doença. Ela também destaca a necessidade da imunização contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, medida que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
Além da vacinação, especialistas recomendam a adoção de medidas preventivas, como o uso de máscaras em ambientes fechados e unidades de saúde, além do isolamento em casos de sintomas gripais para evitar a transmissão dos vírus.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 51,4% dos casos positivos de SRAG no país, seguido pela influenza A (19,1%), rinovírus (23,9%), influenza B (7,1%) e Covid-19 (2,2%). Entre os óbitos, a influenza A foi o vírus mais frequente, presente em 43,7% das mortes registradas.
Os dados analisados pela Fiocruz são referentes à Semana Epidemiológica 23 e consideram informações registradas até o dia 13 de junho no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe.
Redação com Brasil61

