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Prefeito Leo Bezerra inaugura primeiro Ecoponto que paga por recicláveis via Pix

O prefeito Leo Bezerra inaugurou, ontem (2), o primeiro Ecoponto de João Pessoa, no bairro Valentina Figueiredo.

A iniciativa permite que moradores recebam pagamento imediato, via Pix, pela entrega de materiais recicláveis, incentivando a coleta seletiva, a preservação ambiental e a geração de renda.

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Durante a solenidade, o prefeito destacou que a Prefeitura pretende ampliar o projeto e instalar cinco Ecopontos até o fim deste ano. A próxima unidade será implantada na sede da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), no Bairro dos Estados.

“Com este espaço, reforçamos que não é necessário fazer o descarte irregular de resíduos nas vias públicas. O local adequado para esse descarte é o Ecoponto. Este é o primeiro de cinco equipamentos que planejamos instalar em João Pessoa”, afirmou Leo Bezerra.

Geração de renda e inclusão social

O superintendente da Emlur, Ricardo Veloso, explicou que o projeto surgiu a partir de uma parceria firmada durante o Carnaval com o Ministério Público e, posteriormente, foi ampliado pela gestão municipal para atender toda a população.

Segundo ele, além de estimular a reciclagem, a iniciativa busca fortalecer a renda de catadores e evitar a exploração por atravessadores.

“Mais do que um projeto de gestão de resíduos, esta é uma iniciativa socioambiental. O que antes era considerado lixo passa a representar uma oportunidade de geração de renda para muitas famílias”, destacou.

Pagamento acima do mercado

O Ecoponto funciona em parceria com as empresas Orizon e RY Reutilizável, responsáveis pela destinação dos resíduos à indústria recicladora.

De acordo com os organizadores, a principal vantagem do modelo é eliminar a figura do atravessador, permitindo que o material seja comercializado diretamente com a indústria. Com isso, os valores pagos aos catadores e aos cidadãos ficam entre 30% e 40% acima da média praticada no mercado convencional.

Representando a RY Reutilizável, Yanco Ivanovich explicou que a venda direta garante maior remuneração aos agentes ambientais.

“Na cadeia tradicional, o material passa por diversos intermediários antes de chegar à indústria. Com esse modelo, eliminamos essas etapas e repassamos praticamente todo o valor ao coletor”, afirmou.

Já a diretora de Economia Circular da Orizon, Marina Garcez, ressaltou que o projeto também fortalece a economia circular ao garantir que os resíduos retornem ao processo produtivo, reduzindo impactos ambientais.

Materiais aceitos e valores pagos

Os pagamentos variam conforme o tipo de material reciclável entregue. Atualmente, a tabela é a seguinte:

  • Papelão: R$ 0,80/kg
  • Vidro: R$ 0,25/kg
  • Latas de alumínio: R$ 8,00/kg
  • Garrafas PET (verde, azul e cristal): R$ 2,90/kg
  • PET de óleo: R$ 1,00/kg
  • Ferro: R$ 0,80/kg
  • Embalagens de água sanitária: R$ 1,00/kg
  • Plásticos (PEAD/PP): R$ 1,00/kg
  • Panelas: R$ 5,00/kg
  • Caixas longa vida (Tetra Pak): R$ 0,95/kg

Fonte: Polêmica Paraíba

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