A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na madrugada do último final de semana, uma carga de aproximadamente 5 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai. A ação ocorreu no km 96 da BR-104, no município de Esperança, durante rondas preventivas de combate à criminalidade.
Os policiais visualizaram um veículo Ford/Ka de cor prata que transportava uma grande quantidade de material no banco traseiro. O carregamento estava parcialmente coberto por uma manta preta, em uma tentativa clara de ocultar a carga, o que motivou a abordagem imediata.
Ao ser parado, o condutor, um homem de 56 anos, confessou prontamente que transportava cigarros contrabandeados e que o destino final da mercadoria seria a cidade de Passa e Fica (RN). Na inspeção do veículo, a equipe confirmou a presença de:
- 5.000 maços de cigarros de origem paraguaia;
- 355 isqueiros de marcas diversas;
- 16 caixas de papel para enrolar cigarros;
- 7,6 kg de fumo a granel.
Ao ser consultado sobre seu histórico criminal, o homem admitiu já ter sido preso anteriormente pelos crimes de contrabando e receptação.
iante do flagrante de contrabando e descaminho, o homem foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Esperança, juntamente com o veículo e toda a carga apreendida. Os pertences pessoais do envolvido também foram entregues à autoridade policial para os procedimentos de formalização da prisão.
O prejuízo causado ao crime organizado com esta apreensão reforça o compromisso da PRF em fiscalizar as fronteiras e rodovias, impedindo a circulação de produtos ilícitos que não possuem controle sanitário e sonegam impostos fundamentais para o país.
Contrabando de cigarros
O contrabando de cigarros no Brasil é um crime federal que movimenta bilhões de reais anualmente, financiando organizações criminosas e causando prejuízos bilionários aos cofres públicos.
Operações em todo o país, como no Rio Paraná, têm interceptado cargas avaliadas em milhões de reais, demonstrando a estrutura logística sofisticada dos grupos criminosos.
Estudos indicam que a cada 1% de avanço do mercado ilegal de cigarros, há um aumento estatístico em homicídios dolosos e tráfico de drogas.
As mesmas rotas usadas para o contrabando de cigarros (principalmente vindos do Paraguai) são frequentemente utilizadas para o tráfico de armas e drogas.

