governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Congresso Nacional, no início de janeiro de 2026, um projeto de lei que propõe a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano. A nova instituição de ensino será fruto do desmembramento do atual Instituto Federal da Paraíba (IFPB), estabelecendo sua reitoria no município de Patos. A medida visa reorganizar a oferta de educação tecnológica no estado e fortalecer a rede federal em cidades de médio e pequeno porte da região sertaneja.
O projeto prevê que a sede administrativa será instalada em Patos, reduto político do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do prefeito Nabor Wanderley. Até que uma consulta formal à comunidade acadêmica seja realizada — em um prazo de até cinco anos —, a gestão será conduzida por um reitor pro tempore nomeado pelo Ministério da Educação. Para ocupar o cargo, o docente deverá ter título de doutor ou integrar os níveis mais elevados da carreira do magistério federal, possuindo pelo menos cinco anos de exercício efetivo na rede.
Segundo a exposição de motivos assinada pelos ministros Camilo Santana (Educação) e Esther Dweck (Gestão e Inovação), a iniciativa está alinhada à política de expansão do Novo PAC. “A criação do instituto busca reorganizar a oferta de educação profissional e tecnológica no estado da Paraíba”, afirmam os ministros, destacando o objetivo de garantir desenvolvimento e resiliência educacional para a população local.
Em termos orçamentários, o projeto estima um investimento de R$ 10 milhões para despesas de infraestrutura, além de um custeio anual que deve somar R$ 9,3 milhões entre 2026 e 2028. O governo assegura que a estrutura administrativa não gerará impacto financeiro imediato em 2025, sendo os cargos de direção provenientes da transformação de vagas já existentes no Ministério da Educação.

