O pai e a mãe do recém-nascido Bryan Gabriel Guedes de Lucena, morto no dia 14 de outubro, em Patos, foram indiciados pelo crime. A criança foi encontrada com marca de 24 perfurações provocadas por uma faca.
Mirelly Laila Lucena Braz e Marcos Gabriel Santos Pacheco de Alacoque, ambos de 19 anos, já estão presos, mas negam o crime e acusam um ao outro.
Segundo a investigação, a mãe foi indiciada pelo assassinato do bebê, já o pai foi indiciado por não impedir o crime. A polícia entendeu que ele poderia ter evitado o desfecho trágico. O homicídio ainda teria as qualificadoras relacionadas ao meio cruel e ao recurso que impossibilita a defesa da vítima.
O relatório policial já foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que tem até 1º de novembro para oferecer denúncia.
Marcos Gabriel está na Penitenciária Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1. Já Mirelly Laila está na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão.
Caso Bryan
Um bebê recém-nascido faleceu na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, após ter sido ferido a golpes de faca. O fato foi registrado na manhã do dia 14 de ourubro no bairro Dona Melindra. O pai e a mãe da criança foram levados para a Delegacia de Homicídios para os procedimentos necessários.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 9h30, após ser acionada por vizinhos que ouviram os pedidos de socorro. Os policiais chegaram ao local rapidamente e verificaram que o bebê já estava morto.
Na ocasião, a versão divulgada era que o bebê, um menino com apenas três semanas de vida, teria sido atingido por golpes de um objeto perfuro-cortante na região do abdômen.
As informações iniciais levantadas pelo ClickPB foram de que o pai e a mãe da criança estavam discutindo quando o bebê acabou sendo atingido pelas facadas. Não há certeza sobre quem estaria com a faca no momento do crime. A polícia informou que cada um acusa o outro de ter esfaqueado a criança.
Ao se deparar com a situação, os policiais deram voz de prisão ao casal, que foi conduzido até a Central de Polícia Civil para as providências cabíveis e também para evitar linchamento.
O Tenente-coronel Deuslânio Menezes relatou, em entrevista ao programa O Povo na TV, da TH+ Tambaú, que “na cena do crime foi encontrado o objeto, uma arma branca. Ainda estava suja de sangue, uma cena muito lamentável e encontramos a casa totalmente suja de sangue. A mãe também estava toda suja de sangue. Agora a gente vai verificar a motivação”.
O Tenente-coronel Deuslânio informou ainda que o casal estava separado e em situação de divergência. O homem informou à polícia que é do estado de Minas Gerais. Já a mulher é natural de Malta. A criança teria nascido com o pai distante e somente agora o homem havia retornado para o encontro.
Após a chegada da polícia, o local do crime foi isolado e a perícia foi acionada para os procedimentos necessários. Agora, o crime passará a ser investigado pela Polícia Civil, que deve apurar a dinâmica do crime e a participação de cada um dos acusados para, posteriormente, fazer o indiciamento.

