anuncie aqui

Conselho de Farmácia reage a venda de remédios em supermercados e vice-presidente diz que ‘não é o ideal’: “lugar de medicamento é em farmácia”

O Conselho Regional de Farmácia da Paraíba (CRF-PB) reagiu, nesta quarta-feira (17), à aprovação, no Senado Federal, do Projeto de Lei (PL) 2.158/2023, que prevê a venda de remédios em supermercados.

Conforme apurou o ClickPB, a vice-presidente do CRF-PB, Magna Almeida, disse que a proposta ‘não é o ideal’.

Conteúdo Promovido

Porém, segundo ela, apesar de serem contra à PL do senador paraibano Efraim Filho (União Brasil) – que previa a venda de remédios nas prateleiras dos supermercados – o setor conquistou a instalação de uma área exclusiva para a farmácia, com a presença de um farmacêutico responsável durante todo o funcionamento.

“Nós lutamos muito e incansavelmente contra a venda de medicamentos em supermercados. Lugar do medicamento é em farmácias. Infelizmente, isso foi aprovado, mas graças à defesa do Conselho Federal de Farmácia, junto com os Conselhos Regionais, nós conseguimos que ficasse uma farmácia dentro do supermercado, sob a guarda e a responsabilidade, durante todo o seu horário de funcionamento, pelo profissional farmacêutico. Então, isso foi uma conquista. Não é o ideal, nós não queríamos que fosse dessa forma, mas dessa maneira não ficou tão ruim, pois a proposta inicial do senador paraibano era que os medicamentos ficassem expostos e acessíveis a qualquer consumidor”, explicou Magna Almeida.

Ainda segundo a vice-presidente do Conselho do setor farmacêutico, se o Projeto de Lei fosse aprovado como proposto anteriormente – com a venda de remédios nas prateleiras dos supermercados – a PL seria um “retrocesso” na saúde brasileira.

“Se aprovado como proposto inicialmente, seria um desfavor a sociedade, um grande retrocesso na saúde. Conquistamos a farmácia, com farmacêutico presente em todo seu horário de funcionamento, garantindo assistência a sociedade pois farmácia é local de saúde, farmácia não é comércio. Desde sempre o CFF, CRFs foram categoricamente contra essa proposta de medicamentos expostos em prateleiras de supermercados”, destacou a vice-presidente do CRF-PB.

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo