Dinheiro não faltou na campanha de Munique Marinho (PL). Votos, porém, ficaram abaixo dos 10 mil. A cantora e vereadora de Conde recebeu a bagatela R$ 900 mil só Fundo Eleitoral para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, e mais R$ 34 mil de outras rubricas, mas terminou a eleição com meros 9.969 votos e ficou como suplente.

A conta chama atenção: quase R$ 1 milhão em recursos públicos para uma votação que não chegou sequer a 10 mil votos. Com esse espólio, ela nem mesmo conseguiria uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. Em uma matemática simples, são aproximadamente R$ 90 do Fundo Eleitoral por cada voto conquistado.
E o contraste fica ainda mais evidente quando se observa que Hugo Motta, presidente da Câmara, que foi reeleito com mais de 120 mil sufrágios, recebeu R$ 300 mil do Fundo Eleitoral, um terço do valor destinado à campanha de Munique.
Claro que dinheiro de campanha não se converte automaticamente em votos e que o uso dos recursos segue regras eleitorais. Mas, diante dos números, fica aquela pergunta: ela gastou todos os recursos com o que? Ou, ela realmente gastou tudo?
O eleitor ainda pode questionar: quanto custa, afinal, uma campanha eleitoral bancada pelo fundão? No caso de Munique Marinho, a resposta está nas urnas: R$ 900 mil em recursos do Fundo Eleitoral e 9.969 votos.
Se o investimento se refletissem nos votos, Monique teria que ter desembolsado pelo menos R$ 5 milhões para uma média de 50 mil votos, que foi a quantidade de sufrágios obtidos pela única deputada eleita na Paraíba, Pollyana Werton.
Fonte:BlogdoNinja

