Um laudo do Instituto de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa, divulgado nesta sexta-feira (5), concluiu que a morte de Maria de Lourdes Neta ocorreu por causas naturais e que não houve sinais de violência física.
A vítima era moradora do Bairro Valentina de Figueiredo, tinha 42 anos, estava desaparecida desde o dia 24 de maio e um boletim de ocorrência chegou a ser registrado pela família.
Segundo o documento, a causa da morte foi um aneurisma dissecante de aorta roto, decorrente de uma doença cardiovascular. A conclusão foi apresentada após a análise pericial realizada pelo órgão.
O caso ganhou repercussão após a mulher ser levada já sem vida ao Hospital Edson Ramalho. De acordo com o diretor-geral da unidade, Aluísio Lopes, ela foi deixada no local por um homem que a transportava em um carro.
O homem chegou à unidade por volta das 21h acompanhado da mulher, pediu auxílio aos maqueiros para retirá-la do veículo e após encaminhá-la para ala de emergência, deixou o local logo em seguida.
Durante a avaliação médica, foi constatado que ela já estava morta, apresentava hematomas na região do rosto e uma hemorragia em um dos olhos. Apesar disso, o laudo descartou a ocorrência de agressão física.
Segundo informações, Maria de Lourdes mantinha um relacionamento com um homem, com quem residia atualmente.
Os quatro filhos da vítima estavam sob os cuidados do ex-marido.
A Polícia Civil foi acionada e teve acesso às imagens do circuito interno de segurança do hospital, que registraram a chegada da mulher e a saída do homem que a acompanhava.
Um dos filhos e o ex-companheiro dela compareceram ao hospital para realizar o reconhecimento do corpo. Caso segue sendo investigado para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar possíveis envolvidos.
Após a identificação necropapiloscópica, o corpo será liberado aos familiares para os procedimentos funerários.
Portal SN1 com informações PB Agora

